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No próximo sábado 21 de março, promovemos dois concertos com entrada livre no Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas. Uma boa oportunidade para (re)visitar este espaço municipal, que guarda tanta história e memória do nosso concelho.
Às 15h00, os alunos finalistas Rodrigo Pinto (8º grau), Simão Silva e Sofia Ramos (5º grau) apresentam um Recital de Guitarra Clássica, que atravessa diferentes períodos do repertório para este instrumento, evidenciando a versatilidade e o potencial expressivo dos jovens intérpretes. Às 18h00, o Coro Leal da Câmara e o Coro de Câmara de Cascais juntam-se no concerto "Cantar o Mundo". Num diálogo entre estilos, épocas e geografias, os dois coros propõem uma celebração da Música e da sua capacidade de aproximar diferenças, abrir caminhos e construir pontes. Pontes de liberdade, de tolerância e de humanismo — valores que, tal como a música coral, só ganham verdadeiro sentido quando são partilhados. O programa do concerto percorre séculos de história musical e atravessa diferentes latitudes. Das polifonias do Renascimento — com compositores como Arcadelt, Donato, Lassus ou Passereau - até às paisagens sonoras do romantismo alemão de Brahms e Mendelssohn, encontramos um património que nasceu em contextos distintos, mas que continua a falar de emoções universais: a natureza, o amor, o humor, o mistério da noite. A tradição popular e as canções de embalar da Península Ibérica lembram-nos, por sua vez, que a música também nasce da intimidade do quotidiano e da transmissão entre gerações. E, já no século XX, as vozes da intervenção e da consciência social — de Joni Mitchell a Paul Simon, de José Afonso a Chico Buarque — evocam valores que permanecem essenciais: liberdade, dignidade humana, responsabilidade coletiva. Canções como Venham mais cinco ou Os Vampiros recordam o poder da música como espaço de resistência e união, num tempo em que cantar também era afirmar a esperança de um país mais livre. Esta viagem musical abarca ainda riqueza rítmica e cultural da América Latina, onde a música popular — do Brasil ao México, da Venezuela à Argentina — se revela como expressão viva de identidade, celebração e encontro.
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Abril 2026
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